Quando falamos do impacto da Gestão de Terceiros na reputação de uma empresa podem surgir diversas dúvidas que refletem as preocupações comuns que empresas e profissionais podem ter ao abordar essa questão. Este artigo visa mitigar as dúvidas e ampliar as reflexões sobre o tema. Separamos em tópicos detalhados as preocupações mais comuns. Como a gestão de terceiros afeta diretamente a reputação da empresa? Muitas pessoas querem entender a ligação direta entre a eficácia da gestão de riscos e a percepção pública da empresa. Uma gestão de terceiros é fundamental para proteger e melhorar a reputação de uma empresa. Ao identificar e mitigar riscos associados a fornecedores e parceiros, a empresa pode evitar incidentes que poderiam prejudicar sua imagem. Por exemplo, qualquer problema de segurança ou conformidade envolvendo um fornecedor pode impactar diretamente a empresa principal. Monitorar e garantir que os fornecedores adotem boas práticas de segurança minimiza as chances de incidentes que poderiam ser explorados por cibercriminosos, protegendo assim a reputação da empresa. Além disso, manter-se em conformidade com regulamentações, como a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) no Brasil, evita multas e penalidades severas, reforçando a credibilidade da empresa. A gestão de riscos também fortalece a resiliência operacional, garantindo que a empresa possa continuar suas operações mesmo que um fornecedor enfrente interrupções. Isso demonstra a capacidade da empresa de se recuperar rapidamente de incidentes inesperados, o que é crucial para manter a confiança dos clientes e parceiros. Adotar uma abordagem estruturada de gestão de riscos fortalece as relações com parceiros e fornecedores, criando um ambiente de confiança mútua. Empresas que gerenciam riscos de forma eficaz transmitem segurança para investidores, reduzindo incertezas e atraindo capital de forma mais consistente. Além disso, uma gestão de riscos proativa permite que a empresa inove e cresça de forma segura, tornando-a mais atraente em fusões, aquisições ou parcerias. Implementar uma gestão de riscos com terceiros eficaz não só protege a empresa contra possíveis ameaças, mas também pode ser um diferencial estratégico que promove uma reputação positiva e gera novas oportunidades. LEIA MAIS: Homologação de fornecedores, como mitigar riscos? Quais riscos podem impactar a reputação de uma empresa? Os riscos mais comuns incluem violações de segurança, não conformidade regulatória e práticas antiéticas. Abaixo mostramos alguns exemplos. Corrupção e suborno são riscos significativos, pois qualquer envolvimento de fornecedores em atividades ilícitas pode manchar a imagem da empresa principal. Fraudes financeiras, como manipulação de dados contábeis ou desvio de recursos, também podem resultar em graves consequências legais e reputacionais. Violações de conformidade regulatória, como não cumprimento de leis trabalhistas ou ambientais, podem levar a multas e sanções, além de prejudicar a credibilidade da empresa. Problemas de segurança da informação, como vazamento de dados sensíveis, podem comprometer a confiança dos clientes e parceiros. Práticas trabalhistas inadequadas, incluindo trabalho escravo ou condições de trabalho inseguras, podem gerar repercussões negativas na mídia e entre os consumidores. Além disso, falhas operacionais, como atrasos na entrega de produtos ou serviços, podem afetar a satisfação do cliente e a percepção de confiabilidade da empresa. A gestão eficaz desses riscos é essencial para proteger a reputação da empresa e garantir a continuidade dos negócios de forma sustentável e ética. Quais são as melhores práticas para mitigar riscos de terceiros? Para mitigar riscos de terceiros de forma eficaz, é essencial adotar uma série de práticas que garantam a segurança e a conformidade da empresa. Primeiramente, é fundamental realizar uma avaliação minuciosa dos fornecedores antes de iniciar qualquer relacionamento. Isso inclui verificar a reputação, a saúde financeira e o histórico de conformidade do fornecedor. Em seguida, é importante formalizar todos os acordos por meio de contratos detalhados que especifiquem claramente as responsabilidades e expectativas de ambas as partes. A identificação e avaliação contínua dos riscos associados a cada fornecedor são cruciais. Isso pode ser feito por meio de auditorias regulares e monitoramento constante das atividades dos terceiros. Além disso, desenvolver e implementar um plano de gestão de riscos de terceiros ajuda a empresa a estar preparada para lidar com possíveis incidentes. Esse plano deve incluir procedimentos de resposta a emergências e estratégias de mitigação de danos. Qualificar os fornecedores é outra prática recomendada. Isso envolve garantir que eles possuam as certificações e qualificações necessárias para cumprir suas funções de maneira segura e eficiente. O processo de onboarding de terceiros também deve ser bem estruturado, com treinamentos e orientações claras sobre as políticas e procedimentos da empresa. Por fim, é essencial criar uma cultura organizacional voltada para a gestão de riscos. Isso inclui a conscientização e o treinamento contínuo dos funcionários sobre a importância de identificar e reportar riscos. Com essas práticas, a empresa pode reduzir significativamente os riscos associados a terceiros e proteger sua reputação e operações. LEIA MAIS: Como escolher e avaliar fornecedores Como a transparência na gestão de terceiros pode melhorar a confiança dos stakeholders? A transparência na gestão de riscos com terceiros é um fator crucial para melhorar a confiança dos stakeholders. Quando uma empresa adota práticas transparentes, ela demonstra um compromisso claro com a honestidade e a integridade, o que fortalece a credibilidade e a confiança dos clientes, investidores, funcionários e da comunidade em geral. A transparência permite que os stakeholders tenham uma visão clara das operações da empresa, incluindo como os riscos são identificados, avaliados e mitigados. Ao comunicar abertamente sobre os riscos e as medidas tomadas para gerenciá-los, a empresa mostra que está preparada para enfrentar desafios e que valoriza a segurança e a conformidade. Isso não só reduz a incerteza, mas também cria um ambiente de confiança mútua, onde os stakeholders se sentem mais seguros em suas interações com a empresa. Além disso, a transparência facilita a identificação de áreas de melhoria e promove uma cultura de responsabilidade e prestação de contas. Empresas que adotam uma abordagem transparente na gestão de riscos com terceiros também tendem a atrair mais investimentos, pois os investidores preferem organizações que são claras sobre seus processos e práticas. A comunicação aberta e honesta ajuda a construir uma reputação sólida e sustentável, o que é essencial para o sucesso a longo prazo. Em resumo, a transparência na gestão de riscos com terceiros não só protege a empresa contra possíveis ameaças, mas também fortalece a confiança dos stakeholders, promovendo um ambiente de negócios mais seguro e confiável. Quais são os desafios na implementação de uma gestão de terceiros eficaz? A implementação de uma gestão de riscos com terceiros eficaz enfrenta diversos desafios que podem dificultar o processo. Um dos principais desafios é a identificação e avaliação contínua dos riscos. Muitas empresas têm dificuldade em monitorar e controlar os riscos de forma contínua após a contratação inicial dos fornecedores. Sem uma gestão contínua, torna-se difícil detectar problemas antes que se transformem em crises, afetando a segurança e os processos internos. Outro desafio significativo é a falta de transparência e comunicação entre a empresa e seus fornecedores. A ausência de uma comunicação clara pode levar a mal-entendidos e falhas na implementação de medidas de mitigação de riscos. Além disso, a complexidade regulatória é um obstáculo, pois as empresas precisam garantir que seus fornecedores estejam em conformidade com diversas leis e regulamentações, o que pode ser um processo oneroso e demorado. A resistência à mudança por parte dos fornecedores também pode ser um desafio. Muitos fornecedores podem não estar dispostos a adotar novas práticas ou tecnologias necessárias para uma gestão eficaz de riscos. Além disso, a falta de recursos e expertise dentro da própria empresa pode dificultar a implementação de um programa robusto de gestão de riscos de terceiros. Por fim, a integração de sistemas e processos é um desafio técnico que muitas empresas enfrentam. A necessidade de integrar diferentes sistemas de gestão e garantir que todos os dados relevantes sejam compartilhados e analisados de forma eficaz pode ser complexa e exigir investimentos significativos em tecnologia e treinamento. Superar esses desafios requer uma abordagem estruturada e proativa, com investimentos em tecnologia, treinamento e comunicação contínua com os fornecedores. Com essas medidas, as empresas podem implementar uma gestão de riscos de terceiros eficaz e proteger sua reputação e operações. Como a conformidade influencia a gestão de terceiros? A relação entre a adesão às regulamentações e a eficácia da gestão de riscos, e como isso impacta a reputação da empresa? Essas são perguntas frequentes quando se fala em conformidade regulatória e gestão de riscos com terceiros. A conformidade regulatória exerce uma influência significativa na gestão de riscos com terceiros, pois estabelece padrões e requisitos que as empresas e seus fornecedores devem seguir para garantir operações seguras e éticas. Manter-se em conformidade com regulamentações, como a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) no Brasil ou o Regulamento Geral sobre a Proteção de Dados (GDPR) na Europa, é essencial para evitar multas, penalidades e danos à reputação. LEIA MAIS: Gestão de Terceiros: como garantir conformidade e eficiência A conformidade regulatória exige que as empresas implementem controles rigorosos para monitorar e avaliar continuamente os riscos associados a terceiros. Isso inclui a realização de auditorias regulares, a verificação de certificações e a garantia de que os fornecedores adotem práticas de segurança e privacidade adequadas. Além disso, a conformidade ajuda a empresa a identificar e mitigar riscos antes que se tornem problemas graves, promovendo uma cultura de transparência e responsabilidade. Ao garantir que todos os fornecedores estejam em conformidade com as leis e regulamentações aplicáveis, a empresa protege não apenas sua própria reputação, mas também a de seus parceiros. Isso fortalece a confiança dos stakeholders, incluindo clientes, investidores e reguladores, que veem a empresa como uma organização responsável e comprometida com a ética e a legalidade. Em resumo, a conformidade regulatória é um componente vital da gestão de riscos com terceiros, pois ajuda a empresa a operar de maneira segura, eficiente e em conformidade com as leis, ao mesmo tempo em que protege sua reputação e fortalece a confiança dos stakeholders. Quais são os benefícios de longo prazo de uma gestão de terceiros? Os benefícios de longo prazo de uma gestão de riscos com terceiros bem-sucedida são numerosos e impactam positivamente diversos aspectos da empresa. Primeiramente, uma gestão eficaz de riscos contribui para a melhoria da tomada de decisão. Ao identificar e avaliar sistematicamente os riscos, a empresa pode tomar decisões mais informadas e estratégicas, reduzindo a incerteza e aumentando a confiança na gestão. Além disso, a gestão de riscos promove um aumento da eficiência operacional. Ao antecipar e mitigar possíveis problemas, a empresa pode implementar medidas preventivas que evitam interrupções e melhoram a produtividade. Isso resulta em uma operação mais eficiente e econômica, com menos tempo de inatividade e desperdício de recursos. Outro benefício significativo é a garantia da satisfação do cliente. Ao evitar adversidades que possam impactar negativamente os produtos ou serviços, a empresa mantém a confiança e a lealdade dos clientes, fortalecendo sua reputação no mercado. Clientes satisfeitos são mais propensos a recomendar a empresa, gerando um ciclo positivo de crescimento e fidelização. A conformidade com normas e regulamentações também é um benefício importante. Manter-se em conformidade evita multas e sanções, além de reforçar a credibilidade da empresa perante os reguladores e o público. Isso é essencial para a sustentabilidade a longo prazo, pois demonstra o compromisso da empresa com práticas éticas e legais. A gestão de riscos eficaz também contribui para a resiliência diante de desafios externos. Empresas bem preparadas conseguem enfrentar crises e eventos imprevistos com mais eficiência, minimizando a interrupção das operações e garantindo uma recuperação rápida. Isso é crucial para a continuidade dos negócios em situações adversas. Por fim, uma gestão de riscos bem-sucedida promove a inovação e o desenvolvimento sustentável. Ao avaliar constantemente os riscos e oportunidades, a empresa está melhor posicionada para se adaptar às mudanças do mercado, adotar novas tecnologias e acompanhar as tendências da indústria. Isso não só fortalece a posição competitiva da empresa, mas também garante seu crescimento sustentável a longo prazo. Em resumo, os benefícios de longo prazo de uma gestão de riscos com terceiros bem-sucedida incluem a melhoria da tomada de decisão, aumento da eficiência operacional, garantia da satisfação do cliente, conformidade regulatória, resiliência diante de desafios e promoção da inovação e desenvolvimento sustentável. Esses benefícios são essenciais para o sucesso contínuo e a sustentabilidade da empresa. Como a Bernhoeft pode te ajudar? Somos pioneiros na Gestão de Terceiros, trabalhamos há 20 anos garantindo a segurança e sustentabilidade não só no momento da contratação de fornecedores, mas em todas as fases do contrato. Oferecemos soluções personalizadas para as demandas específicas, auxiliando na implementação de práticas seguras e fornecendo treinamentos para uma conformidade documental. Se entender que precisa de apoio nesse sentido, entre em contato conosco. Nossa equipe de profissionais altamente qualificados está pronta para ajudá-lo a navegar pelas complexidades da gestão de terceiros. Com a nossa ajuda, você pode garantir que a sua empresa esteja em conformidade com todas as leis e regulamentos relevantes, minimizando o risco de multas e penalidades. Além disso, podemos ajudá-lo a implementar práticas de gestão eficazes que irão melhorar a eficiência e a produtividade da sua empresa. Entre em contato conosco. Autor: Rian Malone | Analista de Gestão de Terceiros na Bernhoeft
SAIBA MAISContabilidade de Empresa Estrangeira
Devido à sua burocracia, o Brasil é reconhecido como um ambiente desafiador para operacionalizar uma empresa. Por vezes é uma grande questão até para nativos, imagine para aqueles que chegam de realidades completamente diferentes.
Multinacionais que buscam expansão, devem se atentar aos passos para constituição e contabilidade da empresa aqui no Brasil. O processo de abertura e manutenção de uma subsidiária ou filial de empresa estrangeira, requer diversos cuidados, visto que informações ou procedimentos realizados de forma equivocada pode atrapalhar não somente o processo de constituição como também gerar contingências futuras. Executar as etapas de forma correta e atento a todos os detalhes necessários facilitará tanto a gestão aqui no Brasil, como de todos os envolvidos na matriz no exterior.
Serviços da Abertura de Empresa Estrangeira no Brasil
Com uma equipe qualificada, boa parte dela bilíngue, damos suporte nas etapas que envolvem a validação da documentação no exterior e cuidamos dos demais processos aqui no Brasil, de forma que a filial ou subsidiária brasileira esteja constituída o mais rápido possível.
Para que tudo ocorra bem, há 10 passos que devem ser seguidos. Eles podem variar de acordo com duas possibilidades: a primeira é o tipo de natureza jurídica da empresa (se Sociedade Anônima, se Sociedade Limitada, por exemplo) e o tipo de constituição, se é uma subsidiária ou uma filial. O passo a passo mais comum você pode consultar nesse blog dedicado ao tema.
Principais Atividades
- Obtenção do CNPJ e/ou CPF do(s) sócio(s) estrangeiro(s);
- Apoio na validação dos documentos estrangeiros;
- Processo de viabilidade (nome, endereço e atividade societária);
- Preenchimento do requerimento (DBE) para emissão do CNPJ da empresa brasileira;
- Registro na Junta Comercial de contrato social (quando Ltda), das atas (quando S/A) e procurações;
- Obtenção do CNPJ da subsidiária ou filial brasileira;
- Registro da empresa perante a SEFAZ e Prefeitura para obtenção da IE e CCM;
- Registro da empresa no BACEN e obtenção da senha de acesso;
- Obtenção de alvará de funcionamento e demais licenças operacionais;
- Registro de investimentos RDE-IED ou de empréstimos ROF perante o BACEN.
- Habilitação Radar - Siscomex.